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COP30 e o vexame internacional
COP30 e o vexame internacional

TENTANDO SALVAR O PLANETA – RECORDAÇÕES DOLOROSAS DA COP30

 

O mundo inteiro tentando "salvar o planeta" — e o Brasil mandou a mulher que, quando abre a boca, faz a Floresta Amazônica parecer um bonsai de papelão.

 

E lá estava ela, com o carisma de uma reunião de condomínio em dia de taxa extra, anunciando ao mundo que a Amazônia tem “50 milhões de habitantes e mais de 300 idiomas”. Faltou só dizer que a população é menos da metade do anunciado e que um dos dialetos é falado por botos cor-de-rosa e outro por onças bilíngues. Isto sem contar as vozes na cabeça de quem escreveu o discurso.

 

A plateia internacional, claro, ficou entre o espanto e a dúvida se aquilo era o trailer de um novo filme da Disney — “Amazônia Encantada: onde cada árvore fala uma língua e cada cipó tem CPF” — ou uma metáfora poética.

Mas não. Era só burrice mesmo.

 

Em outro país, isso renderia um pedido de desculpas. Aqui, rende aplausos, selfies e, claro, mais um desfile de vestidos bregas, todos pagos com o nosso suor. É comovente ver alguém tão apaixonada pela natureza... especialmente pela natureza do dinheiro público.

 

O problema é que esta senhora tem o talento de transformar qualquer evento sério num número de stand-up sem graça. É a Greta Thunberg na menopausa, a Madre Teresa das milhas aéreas dos aviões da FAB.

 

E tudo isso envolto em um sigilo digno de filme de espionagem. O povo pergunta quanto custou o colar, o figurino cafona, a bolsa de luxo — e o governo responde com a elegância de quem diz: “não é da sua conta”. Mas, minha cara, é exatamente da nossa conta — e ela chega todo mês, em forma de impostos.

 

O mais curioso é que os falsos discursos falam em “cuidar do povo” — mas o único povo que a "palestrante" parece cuidar é o que trabalha no seu "gabinete paralelo". Ela fala de fome tomando Dom Pérignon, de sustentabilidade cercada por SUVs, e de amor ao Brasil, enquanto o concierge pergunta se o quarto presidencial quer mais trufas no risoto.

 

No fim, o que restou do discurso não foi a mensagem ambiental, mas a dúvida existencial: como alguém assim conseguiu ter um diploma e ainda continua achando que a Amazônia é uma Torre de Babel tropical?

 

Talvez o segredo esteja justamente aí — em saber falar tantas línguas... mas não dizer absolutamente nada em nenhuma delas.

A Toca do Lobo/Facebook em 07/11/2025

 

O VEXAME INTERNACIONAL DA COP30

 

“A conferência ainda mal começou, e o Brasil já se expõe ao mundo de forma constrangedora. Aquilo que deveria ser uma celebração da liderança ambiental brasileira transformou-se em um show de desorganização, insegurança e incoerência.

 

Uma van contratada para transportar a delegação da Indonésia foi incendiada em Belém. O episódio não é um acidente isolado, mas a expressão de um país que não consegue garantir proteção sequer a seus convidados.

 

Jornalistas estrangeiros foram vítimas de tentativa de assalto no Ver-o-Peso, em plena luz do dia. O mundo inteiro viu e entendeu que, por aqui, a violência não poupa nem os que vêm para falar de futuro.

 

A ameaça de uma facção criminosa contra uma subestação de energia responsável pelo abastecimento da cidade obrigou o governo a reforçar a segurança às pressas. O alerta foi dado, e de maneira inequívoca: Belém está vulnerável.

 

No plano ambiental, a ironia é quase insuportável. O presidente está hospedado em um navio movido a diesel que consome entre 150 e 200 litros por hora, segundo o PlatôBR. Essa queima libera algo em torno de 0,4 a 0,54 tonelada de CO₂ por hora, o equivalente a mais de 12 toneladas por dia. Em uma conferência dedicada a conter o aquecimento global, o símbolo máximo do evento tornou-se um gerador flutuante de emissões.

 

A nova Avenida Liberdade, aberta sobre área de floresta sob o pretexto de melhorar o acesso à conferência, é outro retrato da dissonância entre discurso e prática. A floresta que deveria ser preservada foi aberta em nome da conveniência.

 

A logística desmoronou antes da chegada dos negociadores. Uma greve atrasou a vila de líderes, faltaram hotéis e o governo recorreu a transatlânticos ancorados no porto para hospedar delegações, navios que também queimam diesel, como o do presidente.

 

E pensar que a etapa principal da COP30, com as rodadas de negociação entre países, só acontecerá entre 10 e 21 de novembro. O que se dirá lá fora, quando o mundo se reunir para discutir o futuro do clima em uma cidade que ainda tenta lidar com o próprio caos?

 

A COP30 era a chance de o Brasil provar que pode unir discurso e exemplo. Em vez disso, revela-se um palco de contradições, onde a insegurança pública, a incoerência ambiental e a improvisação logística se misturam ao som constante dos geradores. O planeta observa e o que ele vê não é liderança, mas descuido.

 

Por: José Andrés Lopes da Costa (via LinkedIn)

Repostado por:  João Luiz Mauad (via Facebook)