
Em 2012, eu entrei num programa para parar de fumar, e sequer poderia imaginar as mudanças pelas quais eu passaria. O médico disse que meu cérebro oxigenou. Encontrei as minhas lembranças de infância, adolescência e as doces recordações de um amor. E a história começou a ser escrita mentalmente e acabou num livro.
Analisando a literatura disponível à época, dos romances adultos, repletos de conflitos doentios e enredos semelhantes, eu queria um texto leve e divertido, destinado às mulheres, casadas ou não, mulheres apaixonadas, que acreditam no amor e no casamento.
Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Eu seria autora de um livro apenas. Eu fabricava bijuterias e acessórios femininos para lojas. Não pretendia ser escritora e não conhecia o mercado literário. Porém, saí em busca de uma editora para publicar meu livro e entrei nas redes sociais e não pude mais sair. Conheci outros escritores, aspirantes a escritores e poetas. Até então, eu não simpatizava com a poesia, achava muito triste e melancólica, apenas lia Mário Quintana. Conheci um poeta que me mostrou como escrevia, como sentia a poesia. E acabei totalmente envolvida e descubro sempre mais a cada dia. Poesia alivia a alma, podemos transformar uma dor em lindas palavras. Passei a prestar atenção a todas as coisas ao meu redor, a ver a beleza que elas têm. Quem sabe futuramente escreva um livro com meus rabiscos de amor. Estou escrevendo a Lua de Mel do casal Walker, deixei uma ou duas coisas em aberto que vou comentar no segundo livro. E mais dois na gaveta, para escrever.
Estou com intensa atividade na internet, administro um grupo no Facebook com amigas escritoras, o Castelo Literário, e sou revisora de textos para outros escritores.
O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Quando eu saí em busca de uma editora para publicar meu livro, descobri que não seria nada fácil. Antes eu precisaria ser conhecida, caso contrário não teria livro algum. Escrevi os Caminhos de uma Escritora, uma crônica, dividida em cinco partes, onde eu conto em detalhes os caminhos que percorri para publicar o meu livro, as dificuldades e o trabalho intenso que o escritor precisa fazer para ser lido.
Faltam incentivos dos governantes para a literatura brasileira. Os preços no Brasil são altos se comparados com a importação de um livro estrangeiro para ser traduzido e comercializado aqui. Os livros produzidos por escritores brasileiros se tornam caríssimos na comparação e não temos leitores dispostos a investir em nossos escritos. Também a forma de tratamento, os melhores espaços nas livrarias são destinados aos títulos e/ou autores famosos, principalmente estrangeiros.
A classe de novos escritores não é unida, temos alguns que não ligam para a literatura, a intenção é virar celebridade. Saramago dizia: “Somos todos escritores, só que alguns escrevem, outros não”. Para lutar pela literatura brasileira, eu e uma amiga escritora, criamos o site Literárias Mosqueteiras, onde abordamos assuntos de cultura, educação e literatura http://mosqueteirasliterarias.comunidades.net/index.php.
Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Conheci a Scortecci através da Maria Cristina Andersen, que é minha amiga no Facebook, através de compartilhamento de postagens, concursos, cursos e lançamento de livros. Posteriormente, quando conheci a Mundo Produções, também no Facebook e nos tornamos parceiros na publicação do meu livro.
O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Com toda a certeza!
O texto é leve e divertido. O objetivo é incentivar os casais, principalmente as mulheres, a usar a criatividade em seus relacionamentos. Não existe uma fórmula mirabolante para manter um casamento, o dia a dia não precisa ser monótono e o sexo pode ser teatral. Meus protagonistas têm 50 anos de idade e excelente forma física. A Laura é uma senhora elegante e entre quatro paredes se revela uma devassa, só pensa em sexo com seu futuro marido.
As mulheres estão diferentes, ousadas, querem uma vida sexual ativa e não apenas satisfazer seus maridos. Porém, eu acredito no amor verdadeiro e em relacionamentos duradouros. E a mulher é a parte mais “razão emocional” de um casamento, ela pode mudar tudo, pode tomar a iniciativa de salvar seu relacionamento, seduzir o seu marido.
Ensaios para a Lua de Mel tem um texto simples e o glamour de Hollywood. Ambientado em Londres e Los Angeles, em belos e luxuosos cenários, porém o casal só se interessa um pelo outro e o que importa é o amor.
Obrigado pela sua participação.
Entrevista para Scortecci Editora